3 motivos para os Steelers não trocarem por Jimmy Garoppolo
- Gabriel de Campos

- 9 de fev. de 2022
- 2 min de leitura
Mesmo com o sucesso dos 49ers, chegando à final da NFC, foi reforçada a ideia de que Jimmy Garoppolo não é bom o suficiente para ser o quarterback de um time que briga por títulos. Recentemente, surgiram mais rumores sobre uma possível troca entre San Francisco e Pittsburgh que envolve o quarterback. Confira 3 motivos para os Steelers não tomarem essa decisão.

1. Jogará sem linha ofensiva
No San Francisco 49ers, Garoppolo esteve protegido por uma das melhores linhas ofensivas da liga, nos Steelers seria o oposto. Kyle Shanahan sempre ajustou o jogo dos Niners para as corridas quando os passes param de funcionar, além de ter excelentes bloqueadores "não-offensive linemans", como Kyle Juszczyk e George Kittle. Já os Steelers não possuem jogadores que façam o jogo corrido ser efetivo e que quando necessário livram o QB do passe. Nessa temporada, a média foi de 0.9 jardas corridas após o primeiro contato, a oitava pior da liga.
Com Ben Roethlisberger em fim de carreira a situação foi triste. Mesmo ele tendo média de 2.20 segundos entre o snap e o passe, a OL de Pittsburgh ficou em 17° lugar em bloqueios para o passe, permitindo 142 pressões no total. Com Jimmy Garoppolo não vejo nada diferente do que já era, pode até ser pior.
2. Falta de suporte ofensivo
Os wide receivers dos Steelers não ajudaram em nada Big Ben, é o terceiro time que mais dropou passes na última temporada (27). Para 2022, Juju Smith-Schuster é free agent e provavelmente não renovará com a equipe, sem ele a tendência é o ataque regredir ainda mais. Imagine com Garoppolo, que é famoso por não ser bem-sucedido na hora de passar a bola, esses drops combinarão com passes incompletos e interceptações. Se em San Francisco ele foi interceptado 12 vezes, em Pittsburgh esse número pode chegar próximo aos 20.
3. Nomes interessantes no Draft
Os 49ers pedem uma escolha de segunda rodada por seu quarterback ou uma de terceira + um jogador. É muito mais vantajoso trocar essas e a escolha de primeira rodada para subir na ordem do draft e pegar um quarterback. Uma troca com os Jets (que possuem a 10a pick vinda de Seattle) poderia colocar os Steelers em uma boa posição para escolher seu novo QB. Kenny Pickett (Pittsburgh) e Matt Corrall (Ole Miss) provavelmente já terão sido escolhidos por alguém, contudo, Malick Willis (Liberty) e Carson Strong (Nevada) são prospectos que valem o investimento e provavelmente estarão disponíveis para a escolha da equipe. Já sabemos qual é o teto de Jimmy Garoppolo, apostar em um quarterback jovem que pode se desenvolver - ainda mais tendo Mike Tomlin como head coach - é a melhor estratégia.

O Pittsburgh Steelers chegou à pós-temporada mais pelo mal desempenho dos Colts e dos Ravens do que por mérito próprio. T.J Watt salvou a pele da equipe algumas vezes nessa temporada e elevou muito o patamar da defesa, mas mesmo assim não é um time de playoffs. Trocar por Garoppolo é se comprometer com o fracasso, escolher um quarterback jovem no draft é uma atitude que mostra um espírito competitivo que busca vencer independente das perdas. Mesmo que não dê certo, o torcedor vai reconhecer o esforço e valorizar a decisão tomada.
Por Gabriel de Campos
Imagem destaque//musketfire.com




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