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Entrevista com Felipe Pereira

O convidado de hoje é Felipe Pereira!

Diretor de relações internacionais da CBFA. Uma das personalidades mais importantes do futebol americano no Brasil. Ajudou a promover o Combine da CFL em Belo Horizonte e a colocar a Camisa do Corinthians Steamrollers no Hall da Fama do New England Patriots.

Foi uma grande conversa que rendeu muitas histórias!



Confira agora a entrevista exclusiva com Felipe Pereira!



Como você conheceu o futebol americano?

Com 11 anos de idade eu e minha mãe nos mudamos para os EUA, em 1995. Eu tinha um tio que morava na região de Boston há 10 anos já quando nos mudamos, nos finais de semana ele assistia jogos do Patriots. Eu comecei a assistir com ele, entender as regras do jogo e a me apaixonar pelo esporte. Eu me dividia entre seguir o futebol Americano nos EUA, e o soccer no Brasil. Em 2001, depois de tentar jogar soccer nos meus primeiros anos da high school, sem muito resultado eu acabei tentando ser o kicker do time e após passar vergonha no primeiro treino (onde o meu primeiro chute na frente do time não foi nem 5 jardas), treinei muito e acabei ganhando o meu espaço e melhorando muito. Me formei, não tive a oportunidade de jogar no college, pois precisava trabalhar, virei um fã.

Há 5 anos atrás que conheci o FABR, e através do Criciúma Miners, time da minha cidade natal de Criciúma (SC), que eu comecei no meio do FABR. A partir daquele momento fiz muitos contatos e meu próximo time foi o Corinthians Steamrollers até receber o convite do Ítalo Mingoni para exercer a função de Diretor de Relações Internacionais da CBFA, cargo que ocupo até hoje.

Explique como funciona o seu trabalho com relações internacionais da CBFA.

Assim que assumi o cargo, o presidente da CBFA, Ítalo Mingoni, me passou uma lista com metas que gostaria que eu atingisse. Assim como a maioria dos membros da CBFA, não sou remunerado, mas prometi ao Ítalo, que daria o máximo do meu esforço e tempo para atingir as metas que concordamos. Nelas, ele queria uma aproximação com a IFAF, com a USA Football e ainda uma relação com NFL, CFL e NCAA assim como outras ligas mundo afora. Foi com essa ideia que comecei a ter contatos com outras ligas e organizações, que culminou com o Combine da CFL no Brasil.

Além de trabalhar com o futebol americano, é um grande torcedor. Quais são as equipes que você torce e por que as escolheu?

Ultimamente, tenho deixado de acompanhar somente um time, tenho acompanhado todos times e torcendo pelo sucesso da liga em geral. Acho que para uma pessoa que quer ver o crescimento geral do FA, fica difícil escolher um time, pois oportunidades podem aparecer com qualquer time. Eu torço para o Patriots porque foi o time que aprendi a gostar desde que mudei pra cá, era o time da cidade que eu morava, foi uma paixão que meu tio me ensinou. Há 4 anos me mudei para Florida (perto de Miami) e tenho me aproximado bastante do Miami Dolphins, trabalhando em vários projetos com eles, por tanto também tenho um carinho especial por eles. Acho que na medida que tu trabalhas com os times, acaba conhecendo um pouco mais da história, da estrutura, curtindo o time e torcendo pelo sucesso.


Você participou da ação de colocar a camisa do Corinthians Steamrollers no Hall da Fama dos Patriots. De onde surgiu a idéia e como foi esse processo?

Foi uma experiência inesquecível! Tenho muito orgulho dessa conquista, tanto para mim quanto para o Corinthians Steamrollers e o Ricardo Trigo, presidente do time. O Trigo veio me visitar em Boston e o levei para conhecer o Hall da Fama do Patriots. Nessa visita, identificamos uma camisa do Providence Steamrollers, um time da cidade de Providence no estado de Rhodes Island (próximo a Boston), o time que ganhou o torneio da NFL de 1928. O Corinthians Steamrollers estava comemorando o seu décimo ano de existência no mesmo ano, sugeri ao Trigo fazer uma jersey de 10 anos baseada na jersey que vimos no Hall da Fama do Patriots. Ele tirou várias fotos da jersey, voltou ao Brasil e correu atrás para fazer uma bela camisa, muito parecida com a do Providence Steamrollers. Ele produziu e me mandou uma, entrei em contato com o Patriots e disse que gostaríamos de os presentear com uma; uma vez que havíamos nos baseado na jersey que vimos no Hall da Fama deles. Eles sugeriram colocar a jersey do Corinthians no Hall da Fama do Patriots e nos chamaram para uma celebração no dia em que a jersey foi colocada no museu. A mídia local esteve presente, e a repercussão no Brasil foi muito grande. Foi um momento muito especial, e uma conquista muito legal!

Você sempre quis trabalhar com futebol americano?

Eu sempre gostei de esportes, e lógico de futebol Americano. Sempre tive uma personalidade de uma pessoa que gosta de conversar, de fazer novos contatos e amizades. Tenho facilidade com isso e não tenho medo de trabalhar duro para conquistar as coisas, creio que essa combinação me ajudou a conhecer o FABR e a poder ajudar o mesmo. Estaria mentindo se eu disser que no começo eu imaginava que iria continuar crescendo no meio do FABR e do futebol Americano mundo afora. Pensava que eu por falar Inglês e Português, entender ambas as culturas e ter um conhecimento do esporte, poderia agregar algo, mas não imaginava que seria tão rápido.

Qual momento de sua carreira tem mais orgulho?

A jersey do Corinthians no Hall da Fama do Patriots com certeza está marcado como um dos momentos de mais orgulho, porém recentemente a CBFA fechou uma parceria com a CFL e fizemos um Combine em Belo Horizonte em Março. Tive a oportunidade de ajudar na organização, e estar presente no evento, no qual estive próximo aos representantes da CFL. Eles selecionaram dois jogadores para o Combine da CFL em Toronto, no momento em que anunciaram,ainda no Combine com os jogadores, foi um dos momentos de muito orgulho. Saber que as ações que eu havia tomado e todo o esforço que eu e todos que ajudaram o evento acontecer tinha dado resultados e a vida de dois atletas do FABR poderia mudar para sempre, foi um momento de orgulho, tanto deles quanto da conquista para o FABR.

Você jogou como kicker no high school, como foi a experiência?

Foi uma experiência incrível, na qual várias lições que aprendi naquela época, ainda uso no minha vida hoje. Aprender a trabalhar em equipe, disciplina, entender que nunca se pode desistir fácil das coisas, que às vezes a responsabilidade de resultados está toda em você e ter calma para atingir os resultados, são todas lições que eu aprendi quando joguei na high school. Eu as aplico no meu trabalho, com meus filhos, minha família, enfim, eu acredito que quem joga futebol Americano, pode ate nao ter todo o sucesso como jogador, mas aprender lições que usará a vida inteira.


Uma pergunta que eu gosto de fazer para todos os convidados é: como você vê o futebol americano no Brasil nos próximos dez anos?

O FABR está crescendo cada vez mais e se compararmos hoje como era 5 anos atrás, quando comecei no meio do FA, temos melhorado muito em termos de estrutura, do nível que estamos jogando e lógico, temos histórias como a do Duzão e dos atletas selecionados para o combine da CFL que mostram que estamos evoluindo. Temos que continuar cada vez mais buscando colaborar um com os outros, pensar no bem de todos e não somente no bem individual de cada time, de cada atleta. Creio que temos atletas jogando FA cada vez mais novos, seja flag ou tackle e isso irá ajudar muito a desenvolver os atletas. Ao mesmo tempo fora dos campos temos que continuar sempre buscando evoluir, criar um produto (o FABR em conjunto) para que possamos 'vender' esse produto para empresas, para investidores que possam agregar cada vez mais. Eu me envolvi com o FABR pois vi o potencial, e não digo nem financeiro, mas sim o potencial de crescimento que tinha; imaginei que se eu pudesse agregar em algo, faria parte desse crescimento. Até hoje ainda vejo esse potencial e tento a cada dia agregar o máximo que posso dentro das minhas limitações.

Qual é o seu momento mais feliz como torcedor?

Ainda está por vir. Quando tivermos uma partida da NFL no Brasil, será o meu momento mais feliz como torcedor!

Conte como foi o Combine da CFL com a CBFA.

Fechamos uma parceria com a CFL no começo do ano, porém como eles já tinham a agenda dos combines globais, não faríamos um combine no Brasil em 2020, somente em 2021. Porém algumas semanas depois, nos ligaram e falaram:

“Temos uma data em Março, a única data disponível antes do último combine que temos no México; queremos ver se vocês podem organizar um combine no Brasil”.

Tivemos um mês, sem ajuda financeira da CFL e sem muito tempo para organizar um evento. Escolhemos Belo Horizonte por estar lá a sede da CBFA e também o Ítalo e sua equipe, que foi fundamental em nos ajudar a organizar o evento. O evento em si foi incrível, ver a vontade, a garra e a determinação dos jogadores tentando competir no mais alto nível. Ter dois de 18 jogadores escolhidos, enquanto países com mais participantes tiveram somente 1 escolhido, mostra todo o nosso potencial. Foi uma grande experiência, espero poder participar de muitas outras e termos ainda mais jogadores selecionados.


Este foi Felipe Pereira no Blog Hail Mary Brasil! Muito obrigado por acompanhar!


Gabriel de Campos


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